quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Você tem orgulho da educação que dá aos seus filhos?

Eu me orgulho da educação que dou ao Neto. Me orgulho de não ensinar meu filho a dançar a dancinha da moda ou a assistir o último lançamento do dvd pra crianças de ex atrizes pornôs metidas a apresentadoras infantis. Meu filho é uma das poucas crianças que conheço, se não for o único, que assiste programação adequada para a idade dele. Que não fica grudado na tv assistindo um desenho de luta, que prefere ajudar a debulhar guando a ficar jogando no computador ou game. Meu filho assiste os desenhos da TVE!


Apesar de meu marido e eu termos todas as últimas novidades tecnológicas que queremos em casa, por opção nossa, somente agora Neto tá aprendendo a usa-las. Por exemplo, ele senta no computador, mas apenas para pintar, ver vídeos que NÓS escolhemos pra ele (a maioria montagem com gatinho do youtube) e se comunicar pelo buddypoke no orkut com a madrinha e outras pessoas queridas, as vezes deixamos jogar na internet num site de jogos, mas de forma supervisionada e somente jogos infensivos.

Agora me digam: que país vocês conhecem que se preocupam com o que o filho vê no computador? Ou você mesma que tá lendo isso agora sabe o que seu filho vê na internet?


Eu respondo, já vi o filho de uma amiga minha (da idade de Neto, 4 anos) jogando jogos violentos(Counter Strike e afins), vendo filmes pornôs e o pior: os pais achavam isso a coisa mais normal do mundo!


E vocês, acham isso normal?


Qual a necessidade de colocar uma criança de 4 anos pra jogar CS?
O que aconteceu com as brincadeiras de bola, com os carrinhos, com o simples futebol com os meninos na rua? (gente, eu moro no interior, cresci assim, e apesar de viver num lugar totalmente propício a essas coisas, não vejo uma única criança na rua brincando, nem de bola, nem de boleba, nada!)


Ou porque então achar natural uma menina de 2, 3, 4 anos que seja vestindo mini saia e top dançando na boquinha da garrafa (juro que to por fora do que rola de lixo musical por ai)?


Quando recebi esse vídeo da Lidiane eu já pensava em tudo isso, mas nunca havia assistido algo que conseguisse com tão pouco expressar meus sentimentos.


Por favor, se você é pai, mãe, educador ou simplesmente ser humano assista!











video














O vídeo diz: as crianças vêem, as crianças fazem. E é exatamente isso. Se você der o exemplo ele irá seguir, seja o exemplo bom ou ruim. Se você deixar seu filho ver e fazer o que quiser, sem limites ele irá fazer, seja comer um doce entre as refeições ou até mesmo pegar aquela arma, que você tem escondida ,e acha que ele não sabe onde tá, pra levar pra escola e atirar num amiguinho porque viu na novela e achou engraçado

Usando um exemplo bem moderninho, crianças são como um cd virgem: você pode inserir o que quiser dentro da capacidade de armazenamento dele , mas não pode apagar depois;



Nós damos o exemplo, nós escolhemos o que nossos filhos serão, logo é nossa responsabilidade. Se eles fazem o que fazemos não é apenas porque estamos agindo errado, dando mal exemplo.


Como dizem (sei que está ficando repetitivo, mas acredito muito nisso) : o Universo conspira para que as coisas aconteçam(parece que existe até religião pra isso, credo). Se você inicia algo , por mais que tente esconder, a tendência é esse algo voltar pra você de alguma forma, a sua atitude provoca um movimento universal ao seu redor.

Você nunca parou pra pensar porque sempre que você começa a fazer obras na sua casa logo tem obras rolando por toda a vizinhança? Ou quando você fica desempregado um tempão, procurando emprego e nada, quando finalmente consegue trabalho começam a aparecer propostas de outras empresas?

Vou contar uma coisa que aconteceu comigo: eu usava baby bag(canguru)com Neto deste pequenininho, não existia pra comprar aqui, ninguém sabia o que era, nunca tinha visto ninguém usar, nem aqui onde moro nem no Rio. Eu conheci pela internet. Gente, graças ao canguru passei uma das situações mais inacreditaveis da minha vida: Eu no centro do Rio (Edificio garagem menezes cortes, pra quem conhece, aquela lateral cheia de barzinhos), final da tarde de 6ª (lá vira point de pessoal de escritório, fica sem ter por onde passar de tanta gente bebendo e conversando) eu tinha que passar ali com Neto no canguru pra ir pra casa, e lá fui eu, normalmente, quando marido chama atenção pra um detalhe: aquela multidão (acho que eram pelo menos uns 150) olhando pra gente, com ar de incredulidade, parecia que tavam vendo um et! Me senti por uns instantes num corredor polonês! De repente os sorrisos simpáticos começaram a surgir e os murmurinhos "é um bebê, ela tá carregando um bebê ali!"
Juro que não muito tempo depois disso, começaram a surgir baby bags por todos os lados, e hoje é quase impossivel você andar na rua sem ver um.








Bom, como eu não vivo apenas de indignação, mas de vergonha também, trago pra vocês um monstrinho que acabei de fazer. Eu juro que era pra ser um gatinho, saiu torto, desengonçado, mas prometo que farei um mais lindinho pro natal (em feltro que não tem como errar).








Falando em gatinhos, olha ai o meu gatão segurando um dos gatinhos (Napoleão/Antonella), deseperado por sinal...



Um comentário:

  1. Oi, Manuela! :)
    Seu texto está bem carregado de emoções de uma mãe que está, de fato, preocupada com a educação do filho.

    Eu vou atualizar o post do Bicha com o seu comentário e linkando para cá. A forma como você está atenta ao que o seu filho vê serve de exmplo. É lógico que quando ele ficar maiorzinho, adolescente, muita coisa você já não terá controle, mas o importante é você ter plantado agora que ele é pequenininho para aumentarem as chances de você colher bons frutos no comportamente e caráter dele depois. Parabéns! :)

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